Livros:
- AMORIM, Galeno (Org.). Retratos da Leitura no Brasil. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2008.
- BAUDRILLARD, Jean. Tela total: mito-ironias da era do virtual e da imagem. Porto Alegre: Sulina, 2005.
- BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.
- BENKLER, Yochai. The Wealth of Networks: How Social Production Transforms Markets and Freedom. New Haven: Yale University Press: 2006.
- DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix. Mil Platôs. Capitalismo e Esquizofrenia. Vol. 1, Rio de Janeiro: Editora 34, 1995.
- DINES, Alberto. O Papel do Jornal: uma releitura. São Paulo: Summus, 1996.
*** Leia abaixo este capítulo do TCC na íntegra:
“Extremis malis extrema remedia” 1
O título deste capítulo sugere uma duplicidade de intenções: falar sobre o caso particular do New York Times (NYT) – na medida em que, como afirma a reportagem de André Petry, a crise dos impressos o atinge em cheio, mas sua versão online cresce e, como escreveu Petry, “com seus 20 milhões de usuários, é o maior site de jornal do mundo” – e sobre os novos tempos (sugeridos pela expressão em inglês “new times”, que significa “novos tempos”) dos impressos, abordando algumas mudanças adotadas por veículos deste meio, que, assim como o NYT, buscam responder às demandas do novo mercado aqui analisado.
Resumo do capítulo: Fazemos aqui um apanhado (muito) geral do mercado dos impressos chegando à conclusão de que o leitor de hoje, de fato, diverge bastante daquele que por tanto tempo sustentou o modelo de negócios do jornalismo impresso. Este leitor está acostumado a encontrar informações facilmente, não apenas porque elas estão ao alcance de um clique, mas também porque estão disponibilizadas em abundância (e gratuitamente) no meio digital. Ele também pensa de forma conectada, mesmo quando não está conectado e tem obsessão pelo gratuito quase na mesma medida de sua aversão à propaganda. Além disso, está muito mais preocupado com questões relacionadas à sustentabilidade, uma delas sendo a matança indiscriminada de árvores para, entre outras coisas, produzir… papel.
Resumo do capítulo: A internet está cada vez mais sendo moldada pelos jovens, que estão consumindo/produzindo conteúdo e desenvolvendo plataformas. O Facebook e o Digg foram concebidos por empreendedores com menos de 25 anos. Estima-se que essa juventude simplesmente não sentirá falta do jornal impresso. Abordamos essa questão aqui e sugerimos também o vídeo EPIC 2014, uma espécie de documentário-ficção que narra, de forma um tanto sombria, o cenário em que o New York Times acaba como uma espécie de “newsletter impressa para a elite e para os mais velhos”.
A versão atualizada se chama EPIC 2015:
Resumo do capitulo: Problematizamos aqui a alardeada questão da morte dos impressos, levantando possíveis causas e analisando algumas reações. Abaixo, um engraçado vídeo rodado no programa The Daily Show, intitulado “End Times” e apresentado por Jason Jones.
| The Daily Show With Jon Stewart | Mon – Thurs 11p / 10c | |||
| End Times | ||||
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*** Leia abaixo este capítulo do TCC na íntegra:
Resumo do capítulo: Segundo Jeff Jarvis, o Digg é “uma comunidade em torno da confiança”. No texto deste capítulo (post) vamos falar sobre essa rede social e de como é um exemplo da meta-leitura e construção de credibilidade feita através do P2P, sobre as quais falamos em capítulos (posts) anteriores. Abaixo veja uma matéria sobre o Digg na BBC e um vídeo caseiro de uma canção em homenagem ao Digg feita pela jovem música e blogueira Kina Grannis. Este vídeo, aliás, teve um alto desempenho em termos de “diggs”, o que não é de se estranhar.
Digg na BBC:
*** Leia abaixo este capítulo do TCC na íntegra:
Clóvis Rossi, jornalista e colunista da Folha de S. Paulo, em uma defesa do jornal impresso, escreve no artigo intitulado “Quando o erro é anônimo” que o leitor que recebe informação através das novas mídias é prejudicado pela falta de credibilidade que permeia a internet.
O leitor, se consulta regularmente a internet, sabe que se trata de território livre para boato, informação interessada, lobbies nem sempre honestos, nem legítimos, fantasias, teorias malucas ou venenosas etc. etc. etc. Não que os jornais sejam santos ou perfeitos. Mas, em caso de erro, o leitor sabe a quem reclamar, pois tem o endereço, o telefone, o CNPJ, o e-mail, o ombudsman. Nos “twitters” da vida e seus parentes, o erro é anônimo. Pior para o leitor. (Rossi, 2009)
*** Leia abaixo este capítulo do TCC na íntegra:
Ainda tendemos a considerar as notícias e as reportagens como simples unidades de informação processada. Os media que transportam as notícias são encarados como suportes neutrais para armazenagem e distribuição, não como processadores de informação. Esta visão vem da nossa forma de pensar literária, que considera a imprensa o meio de informação modelo. Com a imprensa, a informação está já completa. O processador é o leitor, o agente livre. Mas agora que as máquinas estão a processar palavras e informações por nós, talvez tenhamos que ter um olhar mais duro sobre a relação entre os nossos meios e a percepção de nós próprios como consumidores e produtores autônomos de informação. (Kerckhove, 1997: 274)
Resumo do capítulo: Essa consciência de si e do mundo da qual tratamos no capítulo (post) passado foi, segundo Kerckhove, a origem da democracia grega. Então é principalmente o cérebro sugestionado pelo alfabeto grego, onde, como vimos em Havelock, a escrita foi elevada de ferramenta para a memória a ferramenta do pensamento, que o interesse em horizontalizar as atividades políticas começou a tomar forma. Aqui, contrapomos essa ideia ao argumento de que a morte dos jornais impressos coincidiria com a morte da democracia, sob a noção de que não foi a impressão em jornais que deu origem a esse regime de governo e não será a sua extinção a dar-lhe cabo.
Resumo do capítulo: Aqui abordamos a visão de uma neurocientista acerca da leitura na contemporaneidade. Dra Maryanne Wolf acredita que é importante incentivar as crianças de hoje à bitextualidade ou multitextualidade (leitura e escrita em duas ou mais plataformas) , para que elas não percam o processo lento e deliberativo do texto escrito, mas também não deixem de explorar as novas mídias e seus recursos. Isso também remete à aquisição de inteligências inter e intrapessoal, ou seja, a uma consciência de si e do mundo, que, segundo Kerckhove, se dá através da leitura e da escrita, sejam em diários pessoais, blogs, ou textos noticiosos. Abaixo, ouça também o trecho citado da entrevista com a Dra. Maryanne Wolf.