Resumo do capítulo: Como capítulo de conclusão de um trabalho de conclusão, não quisemos nos estender muito além do relato de anedotas do passado e de esperanças futuras. Ficou a noção de que os textos são processos e as histórias: várias como as noites. E mesmo tendo, em princípio, tentado seguir as regras e convenções para um trabalho acadêmico (inclusive usando de maneira esquizofrênica a primeira pessoa do plural
), sentimos que fizemos esse TCC como um hipertexto, um rizoma, um processo. Talvez pelas falhas e incompletudes, talvez pelas inúmeras conexões com autores e ideias. Não importa. Gostamos de saber que se trata de uma história sem fim.
Resumo do capítulo: Fazemos aqui um apanhado (muito) geral do mercado dos impressos chegando à conclusão de que o leitor de hoje, de fato, diverge bastante daquele que por tanto tempo sustentou o modelo de negócios do jornalismo impresso. Este leitor está acostumado a encontrar informações facilmente, não apenas porque elas estão ao alcance de um clique, mas também porque estão disponibilizadas em abundância (e gratuitamente) no meio digital. Ele também pensa de forma conectada, mesmo quando não está conectado e tem obsessão pelo gratuito quase na mesma medida de sua aversão à propaganda. Além disso, está muito mais preocupado com questões relacionadas à sustentabilidade, uma delas sendo a matança indiscriminada de árvores para, entre outras coisas, produzir… papel.
Resumo do capítulo: Segundo Jeff Jarvis, o Digg é “uma comunidade em torno da confiança”. No texto deste capítulo (post) vamos falar sobre essa rede social e de como é um exemplo da meta-leitura e construção de credibilidade feita através do P2P, sobre as quais falamos em capítulos (posts) anteriores. Abaixo veja uma matéria sobre o Digg na BBC e um vídeo caseiro de uma canção em homenagem ao Digg feita pela jovem música e blogueira Kina Grannis. Este vídeo, aliás, teve um alto desempenho em termos de “diggs”, o que não é de se estranhar.
Digg na BBC:
*** Leia abaixo este capítulo do TCC na íntegra:
Clóvis Rossi, jornalista e colunista da Folha de S. Paulo, em uma defesa do jornal impresso, escreve no artigo intitulado “Quando o erro é anônimo” que o leitor que recebe informação através das novas mídias é prejudicado pela falta de credibilidade que permeia a internet.
O leitor, se consulta regularmente a internet, sabe que se trata de território livre para boato, informação interessada, lobbies nem sempre honestos, nem legítimos, fantasias, teorias malucas ou venenosas etc. etc. etc. Não que os jornais sejam santos ou perfeitos. Mas, em caso de erro, o leitor sabe a quem reclamar, pois tem o endereço, o telefone, o CNPJ, o e-mail, o ombudsman. Nos “twitters” da vida e seus parentes, o erro é anônimo. Pior para o leitor. (Rossi, 2009)
Resumo do capítulo: Aqui abordamos a visão de uma neurocientista acerca da leitura na contemporaneidade. Dra Maryanne Wolf acredita que é importante incentivar as crianças de hoje à bitextualidade ou multitextualidade (leitura e escrita em duas ou mais plataformas) , para que elas não percam o processo lento e deliberativo do texto escrito, mas também não deixem de explorar as novas mídias e seus recursos. Isso também remete à aquisição de inteligências inter e intrapessoal, ou seja, a uma consciência de si e do mundo, que, segundo Kerckhove, se dá através da leitura e da escrita, sejam em diários pessoais, blogs, ou textos noticiosos. Abaixo, ouça também o trecho citado da entrevista com a Dra. Maryanne Wolf.
*** Leia abaixo este capítulo do TCC na íntegra:
A tecnologia elétrica está dentro dos muros e nós somos invisíveis, surdos, cegos e mudos, ante a sua confrontação com a tecnologia de Gutenberg, na e através da qual se formou o modo americano de vida. Mas não é o momento de sugerir estratégias, quando a existência da ameaça sequer foi reconhecida. (…) O “conteúdo” de um meio é como a “bola” de carne que o assaltante leva consigo para distrair o cão de guarda da mente. O efeito de um meio se torna mais forte e mais intenso justamente porque o seu “conteúdo” é um outro meio. (McLuhan, 1964: 33)
Veja aqui o incrível vídeo do dispositivo em desenvolvimento no MIT que leva a conectividade a dimensões de ficção científica:
*** Leia abaixo este capítulo do TCC na íntegra:
Ser moderno passou a significar, como significa hoje em dia, ser incapaz de parar e ainda menos de ficar parado. (…)Ser moderno significa estar sempre à frente de si mesmo, num Estado de constante transgressão (…); também significa ter uma identidade que só pode existir como projeto não-realizado. (Bauman, 2001: 37)
*** Leia abaixo este capítulo do TCC na íntegra:
Agora, aqui, veja, é preciso correr o máximo que você puder para permanecer no mesmo lugar. Se quiser ir a algum outro lugar, deve correr pelo menos duas vezes mais depressa que isso! (Lewis Carroll in Bauman, 2001: 64)