Livros:
- AMORIM, Galeno (Org.). Retratos da Leitura no Brasil. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2008.
- BAUDRILLARD, Jean. Tela total: mito-ironias da era do virtual e da imagem. Porto Alegre: Sulina, 2005.
- BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.
- BENKLER, Yochai. The Wealth of Networks: How Social Production Transforms Markets and Freedom. New Haven: Yale University Press: 2006.
- DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix. Mil Platôs. Capitalismo e Esquizofrenia. Vol. 1, Rio de Janeiro: Editora 34, 1995.
- DINES, Alberto. O Papel do Jornal: uma releitura. São Paulo: Summus, 1996.
Resumo do capítulo: Como capítulo de conclusão de um trabalho de conclusão, não quisemos nos estender muito além do relato de anedotas do passado e de esperanças futuras. Ficou a noção de que os textos são processos e as histórias: várias como as noites. E mesmo tendo, em princípio, tentado seguir as regras e convenções para um trabalho acadêmico (inclusive usando de maneira esquizofrênica a primeira pessoa do plural
), sentimos que fizemos esse TCC como um hipertexto, um rizoma, um processo. Talvez pelas falhas e incompletudes, talvez pelas inúmeras conexões com autores e ideias. Não importa. Gostamos de saber que se trata de uma história sem fim.
Resumo do capítulo: Fazemos aqui um apanhado (muito) geral do mercado dos impressos chegando à conclusão de que o leitor de hoje, de fato, diverge bastante daquele que por tanto tempo sustentou o modelo de negócios do jornalismo impresso. Este leitor está acostumado a encontrar informações facilmente, não apenas porque elas estão ao alcance de um clique, mas também porque estão disponibilizadas em abundância (e gratuitamente) no meio digital. Ele também pensa de forma conectada, mesmo quando não está conectado e tem obsessão pelo gratuito quase na mesma medida de sua aversão à propaganda. Além disso, está muito mais preocupado com questões relacionadas à sustentabilidade, uma delas sendo a matança indiscriminada de árvores para, entre outras coisas, produzir… papel.
Resumo do capitulo: Problematizamos aqui a alardeada questão da morte dos impressos, levantando possíveis causas e analisando algumas reações. Abaixo, um engraçado vídeo rodado no programa The Daily Show, intitulado “End Times” e apresentado por Jason Jones.
| The Daily Show With Jon Stewart | Mon – Thurs 11p / 10c | |||
| End Times | ||||
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*** Leia abaixo este capítulo do TCC na íntegra:
*** Leia abaixo este capítulo do TCC na íntegra:
Ainda tendemos a considerar as notícias e as reportagens como simples unidades de informação processada. Os media que transportam as notícias são encarados como suportes neutrais para armazenagem e distribuição, não como processadores de informação. Esta visão vem da nossa forma de pensar literária, que considera a imprensa o meio de informação modelo. Com a imprensa, a informação está já completa. O processador é o leitor, o agente livre. Mas agora que as máquinas estão a processar palavras e informações por nós, talvez tenhamos que ter um olhar mais duro sobre a relação entre os nossos meios e a percepção de nós próprios como consumidores e produtores autônomos de informação. (Kerckhove, 1997: 274)
*** Leia abaixo este capítulo do TCC na íntegra:
A tecnologia elétrica está dentro dos muros e nós somos invisíveis, surdos, cegos e mudos, ante a sua confrontação com a tecnologia de Gutenberg, na e através da qual se formou o modo americano de vida. Mas não é o momento de sugerir estratégias, quando a existência da ameaça sequer foi reconhecida. (…) O “conteúdo” de um meio é como a “bola” de carne que o assaltante leva consigo para distrair o cão de guarda da mente. O efeito de um meio se torna mais forte e mais intenso justamente porque o seu “conteúdo” é um outro meio. (McLuhan, 1964: 33)
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Gilles Deleuze e Félix Guattari, no primeiro volume de Mil Platôs, aludem a essa natureza rizomática do pensamento humano quando explicam o próprio conceito de rizoma na introdução do livro. O primeiro parágrafo da introdução mais parece descrever o ser humano conectado do qual vimos falando.
Veja aqui o incrível vídeo do dispositivo em desenvolvimento no MIT que leva a conectividade a dimensões de ficção científica:
*** Leia abaixo este capítulo do TCC na íntegra:
Ser moderno passou a significar, como significa hoje em dia, ser incapaz de parar e ainda menos de ficar parado. (…)Ser moderno significa estar sempre à frente de si mesmo, num Estado de constante transgressão (…); também significa ter uma identidade que só pode existir como projeto não-realizado. (Bauman, 2001: 37)