Resumo do capítulo: Como capítulo de conclusão de um trabalho de conclusão, não quisemos nos estender muito além do relato de anedotas do passado e de esperanças futuras. Ficou a noção de que os textos são processos e as histórias: várias como as noites. E mesmo tendo, em princípio, tentado seguir as regras e convenções para um trabalho acadêmico (inclusive usando de maneira esquizofrênica a primeira pessoa do plural
), sentimos que fizemos esse TCC como um hipertexto, um rizoma, um processo. Talvez pelas falhas e incompletudes, talvez pelas inúmeras conexões com autores e ideias. Não importa. Gostamos de saber que se trata de uma história sem fim.
*** Leia abaixo este capítulo do TCC na íntegra:
Ainda tendemos a considerar as notícias e as reportagens como simples unidades de informação processada. Os media que transportam as notícias são encarados como suportes neutrais para armazenagem e distribuição, não como processadores de informação. Esta visão vem da nossa forma de pensar literária, que considera a imprensa o meio de informação modelo. Com a imprensa, a informação está já completa. O processador é o leitor, o agente livre. Mas agora que as máquinas estão a processar palavras e informações por nós, talvez tenhamos que ter um olhar mais duro sobre a relação entre os nossos meios e a percepção de nós próprios como consumidores e produtores autônomos de informação. (Kerckhove, 1997: 274)
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A tecnologia elétrica está dentro dos muros e nós somos invisíveis, surdos, cegos e mudos, ante a sua confrontação com a tecnologia de Gutenberg, na e através da qual se formou o modo americano de vida. Mas não é o momento de sugerir estratégias, quando a existência da ameaça sequer foi reconhecida. (…) O “conteúdo” de um meio é como a “bola” de carne que o assaltante leva consigo para distrair o cão de guarda da mente. O efeito de um meio se torna mais forte e mais intenso justamente porque o seu “conteúdo” é um outro meio. (McLuhan, 1964: 33)
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Gilles Deleuze e Félix Guattari, no primeiro volume de Mil Platôs, aludem a essa natureza rizomática do pensamento humano quando explicam o próprio conceito de rizoma na introdução do livro. O primeiro parágrafo da introdução mais parece descrever o ser humano conectado do qual vimos falando.